Associação de Professores
da PUC Goiás
apuc 40 anos 3

A Profa. Lucia Rincón, presidenta da APUC,  avalia como positiva a reunião de negociação realizada no último dia 2, na sede do Semesg. Participaram da reunião pela Apuc, a Profa. Lucia Rincón e o Prof. Orlando Lisita, pelo Sindicato dos Professores o Prof. Alan  Francisco de Carvalho.e o Prof. Manoel da Silva Álvares, pela  SGC o advogado Dr. Dailton Anchieta e o Prof. Antonio Cappi, o presidente do Semesg, Jorge de Jesus Bernardo e como representantes da reitoria, o Prof. Daniel Barbosa e a Profa. Olga Izilda Ronchi

 


Na primeira reunião negocial realizada na sede do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Educação Superior do Estado de Goiás (Semesg), a Apuc e o Sinpro-GO reafirmaram a importância da continuidade das negociações para tratar dos itens pendentes para este ano: o índice de reajuste salarial, os critérios de reclassificação dos/as professores/as e modificação do contrato dos/as professores horistas.

Logo na abertura da reunião a reitoria exigiu ser informada sobre a resposta dada pelo Sinpro-GO à solicitação feita pela Chapa 2, que concorre às eleições da Apuc, de participar também nas reuniões de negociação. Como as eleições da entidade ainda serão realizadas e a posse dos/as representantes legais a serem eleitos pela categoria para gerir a associação no próximo biênio ocorrerão somente após o pleito, o pedido não teve embasamento para ser aceito. Esta discussão tomou boa parte da reunião.

Quanto a outros critérios para a continuidade das negociações, ficou acertado que as partes terão cinco representantes cada,  e a administração superior da Universidade informou que promoverá rodízio entre os/as seus/suas representantes conforme o tema a ser discutido em mesa. O Prof. Alan propôs que, a exemplo de outras negociações que se realizam com o Semesg, as reuniões sejam realizadas de forma alternada, uma no Semesg outra no Sinpro-GO.

Quanto ao índice salarial, os representantes patronais consideraram  descabido. O Prof. Daniel Barbosa chegou a afirmar que a proposta aprovada em Assembleia, de 12%, e apresentada por nós é INSANA, e não trouxeram contraproposta. Depois de algum debate onde nós fundamentamos a justeza de nossa proposta e a importância de avançarmos na negociação, a reunião encerrou-se com o agendamento de nova rodada de negociações marcada para  o dia 5 de junho – terça-feira da semana seguinte às eleições da Apuc. Diante do desrespeito da não apresentação de nova proposta levantou-se o questionamento quanto ao real interesse dos representantes patronais em negociar, ao que o Prof. Cappi prontamente respondeu reafirmando que sua presença ali era com este objetivo.

“A decisão da reitoria de levar as reuniões de negociação para se realizarem junto ao sindicato patronal, e a nova composição da representação patronal agora constituída não mais só de membros da reitoria mas também com o Semesg e representantes diretos da SGC, parece contribuir bastante para o melhor andamento das discussões. A presença dos novos membros  foi importante para a definição de critérios e regras para a mesa”, afirma a presidenta da Apuc, professora Lúcia Rincon.

Intercâmbio

Outra medida que a Apuc adotará em relação à condução do processo negocial é um intercâmbio maior com as outras Associações de Professores de PUCs e Universidades Católicas no País. “Vamos intensificar o diálogo  com as nossas entidades irmãs com o objetivo de aferir como está a realidade e as condições de trabalho dos/as nossos/as colegas nos outros estados; bem como a pauta de reivindicações. Em Goiás, já sabemos que recebemos a menor hora-aula entre as maiores instituições de Ensino Superior Privado, agora vamos apurar dados nas Universidades Católicas para ampliar as nossas análises conjunturais sobre as condições e relações de trabalho ”, informa o Prof. José Maria Baldino, encarregado destes contatos. 

Nossa reivindicações são justas e fundamentadas
Segundo o Dieese, nossa recomposição salarial exigiria reajuste de 14,84%

 

O estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para acompanhamento dos salários dos/as professores/as da PUC Goiás verificou que, em 30 de abril deste ano, os nossos salários mantêm apenas 87,48% do poder aquisitivo de 1º de maio de 2002 (ICV-DIEESE). Ou seja, as perdas registradas nesse acompanhamento para verificação do poder de compra durante os últimos dez anos revelam a nossa defasagem salarial; além do que já havíamos constatado que a PUC Goiás remunera a hora-aula dos/as professores/as horistas (mestrado) com o menor valor hora-aula pago entre as maiores instituições de ensino superior de Goiás: R$ 31,14 para o/a professor/a com titulo de mestre.

No período de 1º de maio de 2002 a 30 de abril de 2012, o ICV-DIEESE e o INPC-IBGE apresentaram uma variação de, respectivamente, 88,11% e 88,99%. Os nossos salários, no mesmo período, foram reajustados em 64,56%.

Para que os salários em 1º de maio de 2012 retomem ao mesmo poder de compra de 1º de maio de 2002, o reajuste necessário sobre os salários de abril de 2012 é de 14,31% pelo ICV-DIEESE é de 14,84% de acordo com o INPC-IBGE. Esses índices são superiores aos 12% que deliberamos reivindicar no processo negocial com a Reitoria e deflagrar campanha salarial conjunta em 2012 com os servidores/as (ASC/Sinaae). O nosso cálculo considerou 1,8% e 1,13% de perdas anteriores – 2007/2008 e 2003/2004, respectivamente; 5,4% de recomposição inflacionária; mais  3,67% referente a ganho real em relação ao último percentual negociado).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Apuc 

 


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